Crises existenciais

By Larissa Bueno - abril 20, 2020


A dois anos atrás tive a minha primeira crise, que entitulei como a crise dos dezoito anos, cheguei a compartilhar um pouco do que estava dentro de mim em uma carta que li num video do canal, você pode assistir clicando aqui. A crise era baseada no medo do que estava por vir, na pressão de saber o que fazer do futuro sendo que não conseguia me encaixar em nada do que diziam ser para mim quanto a faculdade, ter que lidar com coisas que antes não precisava e tudo isso virou uma confusão dentro da minha cabeça, eu literalmente não queria ser maior de idade.

Pra espanto de muitos, não queria comemorar meu aniversário como todo mundo gosta de comemorar, pra eu sair de casa no dia e comer com meus pais foi uma luta porque eu não queria, estava com medo dessa nova etapa da minha vida. Mesmo que as pessoas diziam que não ia mudar tanto da noite para o dia, eu tive essa crise, e é normal todo mundo ter, alguns tem nessa idade, outros mais cedo ou mais tarde mas sempre existe a crise existencial e está tudo bem.

Poucos meses atrás tive a minha segunda crise, estava para completar 20 anos de idade e isso me confrontou bastante porque eu não estava fazendo o que todo mundo da minha idade estava fazendo nem muito menos vivendo aquilo que eu imaginei estar vivendo na minha segunda década de vida. Não estava trabalhando, estudando, fazendo faculdade e ainda estava longe dos meus pais. Sem muitas pessoas ao meu lado, tendo que suportar toda a confusão da minha cabeça sozinha, vezes chorando sozinha sem ninguem nem ouvir o choro. Era tão estranho o fato de que eu iria completar essa idade, que pela primeira vez em toda a minha vida desde que aprendi a contar, eu não contei como de costume os dias que faltavam para o meu dia, já entrei 2020 com um pé meio que atrás porque carregava em seu final a idade que eu iria completar, quem nasceu em 2000 sabe como é, mas 20 anos pra mim representava um peso muito grande, como disse duas décadas de vida.

Minha mãe e meu namorado insistiram por semanas em perguntar o que eu queria ganhar de presente, eu amo ganhar presentes, entretanto, não sabia o que queria, eu estava tão preocupada com a idade que queria que aquele fosse o meu unico fato a ser enfrentado, eu sequer conseguia em algo que eu queria ganhar. Quando bateu a contagem regressiva de 30 dias, eu não estava acreditando ainda, me preocupando ainda mais, porém deixei os dias se passarem como se nada fosse acontecer depois de um mês. Entretanto quando fevereiro chegou foi inevitável, mesmo que eu tentasse ao máximo esquecer, estava chegando, e o que mais me deixava indignada era que nem cara de 20 anos eu tinha - nem tenho ainda- a ansiedade bateu na porta, eu não conseguia dormir, acordava em meio a madrugada e passava a noite em claro, deitada na cama, pedindo pra Deus para que me permitisse ter sono, não funcionava e todos os dias eram assim.

Faltando poucos dias, mesmo, cerca de uma semana minha mãe me ligou e ao me perguntar sobre os preparativos do meu aniversário eu comecei a chorar, em plena videochamada, primeiro porque eu nunca tinha comemorado meu aniversário sem eles, segundo que eu não sabia o que fazer, e terceiro que eu estava com medo dessa nova idade, 20 anos trás consigo muita responsabilidade, pra mim parecia a transição da adolescencia para a vida adulta porque em ingles a terminação de 19 anos era Teen, mas aos 20 anos não tinha mais essa terminação, como se um ciclo da minha vida tivesse terminado e agora inciaria literalmente uma nova década, uma nova fase, uma fase que eu precisaria ter ao meu lado pessoas certas  e tomar também decisões certas.

Decidi pedir ajuda, não perderia nada com isso, só iria me ajudar. E realmente aquilo funcionou. Faltando exatamente 5 dias para o meu aniversário entrei em contato com uma amiga psicologa que conheci na Escola missionária na Espanha, compartilhei o que estava acontecendo e ela me fez entender várias coisas sobre mim com uma simples conversa. Segui o seu conselho e planejei fazer algo legal no meu aniversário, criei um grupo, coloquei os amigos mais próximos e marquei de comermos em um lugar que queria conhecer, depois de tudo resolvido, eu consegui ter a minha semana de sono tranquila, porque eu havia procurado ajuda e colocado em prática algo que eu já deveria ter planejado. Embora eu estivesse muito preocupada com a idade, eu gostava sim de comemorações, porém não sabia ao certo o que fazer e aquilo estava me deixando ainda mais ansiosa e frustrada ao mesmo tempo.

O que eu quero dizer com tudo isso: Crises existenciais existem em diversas proporções, por diversos motivos, mas algo que não podemos fazer é enfrentá-las só, você e você, por mais força que você tenha interna é preciso pedir ajuda. Quando compartilhei com a psicologa o que estava acontecendo, por mais bobo que fosse, me liberou de um peso que estava carregando porque ela não só me ouviu como também me deu a solução para amenizar a situação. Talvez você não queira compartilhar com ninguém ao seu redor sobre o que está passando, mas posso te dizer algo de todo o meu coração? Deus se importa com cada confusão e crise que está dentro de você, Ele, mais do que qualquer pessoa está completamente disponível para te ouvir, e sabe de mais uma coisa? Ele não vai te julgar, não vai menosprezar por mais pequeno que seja o seu problema e te deixar ao vento, pelo contrário te sustentará em meio a essa situação e te dará descanso em meio as crises para que você saiba que o fardo dele sempre será mais leve do que o que nós mesmas queremos carregar muita das vezes.

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"Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo."João 16:33
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Com Carinho, Lari.

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